Diversos farmacêuticos realizam uma manifestação em busca de melhores condições de trabalho na tarde desta quarta-feira (26). O ato acontece na Cinelândia, Região Central do Rio. Eles também são contra a Medida Provisória 653/2014, que julga desnecessária a presença dos profissionais de farmácia nas drogarias.
De acordo com o Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio de Janeiro, esta medida poderá prejudicar a saúde pública de todo o país. O cidadão pode ficar sem informação a respeito dos medicamentos e receituário dos médicos. O evento foi marcado para às 14h30. Até às 16h30, a Polícia Militar acompanhava o ato.
Para combater a Medida Provisória 653/2014, que afasta os farmacêuticos das farmácias e prejudica diretamente a população de todo o país, os profissionais farão nova manifestação na Cinelândia, Centro do Rio, nesta quarta-feira, dia 26 de novembro, às 14h30.
O protesto contra a medida será pacífico e tem como principal objetivo trazer o maior percentual de apoio possível da população contra essa iniciativa parlamentar, que, segundo o sindicato da categoria, poderá prejudicar de forma permanente a saúde pública se declarada desnecessária a presença do farmacêutico nas farmácias.
Segundo Marcus Athila, presidente do CRF-RJ, "a 653 é um grande golpe para a profissão farmacêutica e deixa a população, já tão abandonada pelo poder público, sem o direito de ter o farmacêutico para lhe prestar seus serviços". Athila acrescentou ainda que "após a vitória da publicação da 13.021/2014, que reconhece a farmácia como estabelecimento de saúde, a MP 653 descaracteriza toda a assistência ao paciente, que só o farmacêutico é capaz de dar".
No dia 25 de novembro, o presidente do CRF-RJ, Marcus Athila, e o assessor Carlos Santarem, deram uma entrevista ao Jornal do Rio, da Band, para uma matéria sobre a MP 653/14. Confira!
A votação da MP 653, que flexibiliza a presença de farmacêuticos em pequenas farmácias e drogarias, foi adiada para a próxima semana depois de manifestações realizadas pela categoria em diversas capitais do país. No Rio, a manifestação organizada pelo CRF-RJ, foi realizada nesta quarta-feira, nas escadarias da Câmara de Vereadores do Rio, na Cinelândia.
A manifestação que ocorreu de forma pacífica no Centro do Rio e contou com a participação não só de profissionais experientes, como de vários estudantes de farmácia.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF-RJ), Marcus Athila, que está em Brasília participando da luta contra a medida provisória, "a 653 é um grande golpe para a profissão farmacêutica e deixa a população, já tão abandonada pelo poder público, sem o direito de ter o farmacêutico para lhe prestar seus serviços."
Athila acrescentou ainda que "após a vitória da publicação da 13.021/2014, que reconhece a farmácia como estabelecimento de saúde, a MP 653 descaracteriza toda a assistência ao paciente, que só o farmacêutico é capaz de dar. A MP não corrobora com o cuidado à saúde que só o farmacêutico é capaz de proporcionar para a população nas farmácias e drogarias."
O relator da comissão mista, deputado federal Manoel Junior (PMDB/PB), reconhece que a presença obrigatória de farmacêutico, conforme determina a Lei 13.021/2014, torna a dispensação dos medicamentos mais segura e de melhor qualidade. No entanto, sob a alegação, não comprovada, de que há déficit de profissionais para atender a demanda e dificuldades de cumprimento da norma por pequenas farmácias.