A presidente do Conselho Regional de Farmácia do Rio de Janeiro, Dra. Tania Mouço conversou com o Canal Farmacêutico Virtual e, ao lado do Dr. Outair Bastazini, presidente do Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro, reiterou seus compromissos com a categoria farmacêutica carioca e relação junto à sociedade. "Atualmente, o grande desafio que encaramos é o reconhecimento da profissão farmacêutica pela população", afirma.

Na entrevista, também ressaltou o papel fundamental do farmacêutico no processo de orientação. "Procurar e aceitar a orientação dada pelo profissional farmacêutico é essencial", explicou.

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O doutor Ralph Santos Oliveira foi o entrevistado, no dia 21 de março, do quadro “Entrevista Farmacêutica”, veiculada pela Rádio Nacional. Uma das autoridades nacionais em radiofarmácia, doutor Ralph Santos Oliveira abordou questões, como o emprego de radiofármacos no diagnóstico e tratamento de doenças; as pesquisas e o desenvolvimento de novos produtos elaborados à luz da energia nuclear dirigidos para o tratamento do câncer e que estão levando ao aumento do tempo de vida – e com mais qualidade – dos pacientes; a chegada ao mercado de um radiofármaco que detecta, com enorme precisão, o surgimento da doença de Alzheimer e o acesso à terapia radiofarmacêutica.

RADIOFARMÁCIA - A radiofarmácia é uma atividade privativa do farmacêutico, nascida, antes da Primeira Guerra Mundial, com a primeira preparação radioativa administrada a um organismo vivo, para a verificação dos seus efeitos e/ou de sua trajetória metabólica. Complexa, a radiofarmácia exige do farmacêutico especialista - o radiofarmacêutico - uma profunda qualificação. Ele é o responsável pela produção, manipulação e dispensação de radiofármacos nos setores hospitalar, industrial e, mais recentemente, nas radiofarmácias centralizadas.

DR. RALPH SANTOS OLIVEIRA é farmacêutico industrial pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Tem mestrado em Energia Nuclear pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), doutorado em Biotecnologia pela Universidade Estadual do Ceará (UFC), pós-doutorado em Radiofarmácia pela University of Maryland, em Baltimore (EUA). Atua como professor de Radiofarmácia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). É analista da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e integra o grupo de trabalho em Radiofarmácia do Conselho Federal de Farmácia (CFF).

 

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Muitas pessoas tem o hábito de se automedicar, mas é preciso cuidado ao tomar qualquer tipo de medicamento. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), os erros de medicação causam pelo menos uma morte por dia no mundo. No Brasil, a cada hora três brasileiros se intoxicam com remédios, de acordo com o Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas). A Anvisa também revelou que 50% de todos os medicamentos são incorretamente prescritos e vendidos. 

A presidente do Conselho Regional de Farmácia, Tânia Mouço, falou sobre o assunto.

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Tânia Mouço tem um grande desafio. Ao lado de uma diretoria eficiente assumiu um compromisso: reconstruir e reaproximar do CRF-RJ com as entidades de classe, empresas que geram empregos e, principalmente, com os farmacêuticos do estado. Nesta entrevista a nova presidente destacou os projetos do novo biênio.

O CRF-RJ ganhou fama de ser um órgão que só se preocupa em multar e arrecadar. Como à senhora vai administrar essa imagem daqui em diante? 

TÂNIA MOUÇO -  Inicialmente, gostaria de enfatizar a necessidade de fiscalizar os estabelecimentos como garantia da assistência farmacêutica plena para toda a população usuária dos medicamentos. Pretendemos avaliar a atuação farmacêutica nos estabelecimentos e não somente a ausência do profissional. Para isso, estabeleceremos critérios e parâmetros para uma fiscalização com maior orientação técnica, tanto para os farmacêuticos como para os demais empregados, nas empresas ou estabelecimentos. Pretendemos rever o atual roteiro da fiscalização do CRF-RJ e realizar rotas mais otimizadas, para que não ocorra o excesso em determinadas áreas e a ausência de fiscalização em outras. E seguiremos a Resolução nº 648/17, do CFF, implantando os perfis de assistência farmacêutica propostos na Resolução.

Quais são as prioridades de sua gestão? 

TÂNIA MOUÇO – Vamos Integrar a profissão farmacêutica com outras da área da saúde e com a sociedade, promovendo assim o reconhecimento desse profissional como agente facilitador da promoção, prevenção e recuperação da saúde da população, tanto no âmbito privado como no público. Participaremos da formação continuada desses profissionais, desenvolvendo cursos sobre gestão, formação clínica, entre outros. Faremos parceria com diversas entidades, agregando valorização técnico-científica aos nossos colegas. Zelaremos pela ética e saúde pública em harmonia com os direitos do cidadão, desenvolvendo ampla assistência farmacêutica em defesa da sociedade.  A gestão será voltada para a manutenção das áreas já consolidadas como privativas dos farmacêuticos pelo Decreto nº 85.878/81 e o trabalho será no intuito de que todas as áreas que envolvam medicamentos possam estar sob a responsabilidade desse profissional. Além disso, ampliaremos o espaço da profissão em áreas não privativas, defendendo a atuação do farmacêutico.

O que os farmacêuticos podem esperar do trabalho da nova diretoria? 

TÂNIA MOUÇO -  Uma gestão voltada para o interesse dos farmacêuticos e daqueles que estão ligados às áreas farmacêuticas. O foco é fortalecer a participação do CRF-RJ nos fóruns de discussão em saúde junto aos Conselhos Municipal e Estadual de Saúde, aproximar o CRF-RJ dos sindicatos de classe e valorizar a imagem e o papel do farmacêutico junto à sociedade.

Entrevista concedida à revista da Ascoferj